segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Como profilaxia da depressão do reformado







Foi organizado um encontro de amigos italianos












Na ilha da Boavista

Cabo Verde (terra natal da minha mãe)

Setembro - mês fecundo


E ... também em Setembro de 2010 "nasceu" um novo sobrinho
São "fixe" os meus sobrinhos (embora nem sempre tão bem aperaltados)!!!!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E ainda


Sempre em Setembro de 2010 e com os amigos

"Ó Serra da Estrela Tão linda e tão bela"

Unhais da Serra



Marcha de apoio ao "Nucleo de Paramiloidose"














Andorinhas em fim de verão

H2 Hotel
Unhais da Serra















Mais Portugal do passado

Sabugal










Mas...
Sabugal em grande evolução

Vá para fora cá dentro

Sempre com os amigos á procura do Portugal profundo (Setembro de 2010)






Mirandela

Restaurante "Flôr de Sal"




Vila Nova de Foz Côa

Museu rupestre

Gostei sobretudo da arquitectura








Pinturas rupestres

(ou melhor desenhos rupestres)

As vindimas

Celeirós Sabrosa
Setembro de 2010




Vinho e Volúpia


De aí a nada, arregaçados, os homens iam esmagando os cachos, num movimento onde havia qualquer coisa de coito, de quente e sensual violação. Doirados, negros, roxos, amarelos, azuis, os bagos eram acenos de olhos lascivos numa cama de amor. E como falos gigantescos, as pernas dos pisadores rasgavam mácula e carinhosamente a virgindade túmida e feminina das uvas. A princípio, a pele branca das coxas, lisa e morna, deixava escorrer os salpicos de mosto sem se tingir. Mas com a continuação ia tomando a cor roxa, cada vez mais carregada, do moreto, do sousão,da tinta carvalha, da touriga e do bastardo.
A primeira violação tirava apenas a cada cacho a flor de uma integridade fechada. Era o corte. Depois, os êmbolos iam mais fundo, rasgavam mais, esmagavam com redobrada sensualidade, e o mosto ensanguentava-se e cobria-se de uma espuma leve de volúpia. À tona, a roçá-los como talismãs, passeavam então volumosos e verdadeiros sexos dos pisadores, repousados mas vivos dentro das ceroulas de tomentos…..»


Miguel Torga Excerto de "As Vindimas"